Meditação – Semana 2

por Hugo

Como meditar quando se está doente? Essa é uma questão complicada, cuja resposta geralmente depende da natureza de quem está falando. Normalmente, a recomendação é reduzir toda a prática a um mínimo que mantenha sua mente lúcida e pacífica, mas que não force seu corpo além do necessário. Várias práticas ativas de respiração e de movimento físico são desaconselhadas e mesmo os exercícios puramente mentais devem ser realizados com cuidado, para não causar exaustão.

No final das contas, como sempre, é uma questão de vontade. Às vezes, é necessário forçar o corpo a praticar. Foi justamente o que me faltou no domingo, primeiro dia da segunda semana do projeto de meditação. Sendo a terceira falha em um período de sete dias, parecia que meu esforço estava malfadado. É complicado se ver incompetente desse jeito quando todos os escritores de autoaprimoramento apresentam vários projetos em que são plenamente bem-sucedidos desde o primeiro dia.

Falhar faz parte. Aceitando essa realidade, respirei fundo e cumpri cada um dos outros seis dias da segunda semana. Algumas meditações certamente foram melhores do que outras, mas eu consigo perceber com clareza como minha mente e meu corpo estão mais acostumados à ideia de separar um pedaço do meu dia para sentar e tranquilizar o mundo interior.

Na prática, ainda não há grande efeito sobre o resto da vida. Certamente eu fico mais calmo nos momentos seguintes, mas logo me deixo envolver pelas pequenezas do cotidiano. Ainda assim, existe melhoria, existe progresso, por mais tímido que seja. Foram apenas duas semanas. Tenho certeza que em um ano, vai ser algo mais notável. Quem dirá no final de uma década?

Dias de meditação: 6
Dias sem meditação: 1
Tempo médio de meditação [total]: 26 minutos e 7 segundos
Tempo médio de meditação [apenas dias de prática]: 30 minutos e 28 segundos

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