Meditação – Semana 1

por Hugo

Minha maior dificuldade ao meditar diariamente é manter a regularidade. Nesta primeira semana, que na verdade durou apenas cinco dias, não fiz prática alguma em dois dias, na quinta e na sexta-feira. É muito preocupante falhar dois dias seguidos porque diminui bastante a empolgação e o ímpeto de manter o hábito.

Eu consigo pensar em mil desculpas para justificar as duas faltas. No fim das contas, a verdade é que sentar para meditar é um ato de vontade e acabei adiando-o em favor de outras tarefas, algumas importantes e outras sem sentido, até que deitei na cama e dormi sem ter ficado um minuto praticando a liberação da minha mente.

Não é à toa a ênfase que vários grupos, Ordens, professores e gurus colocam na meditação matinal, de preferência com o nascer do Sol. Além do benefício de ter uma mente mais tranquila para lidar com seus assuntos diários [ou, pelo menos, uma cabeça mais calma durante os primeiros trinta minutos da rotina], você evita deixar que as tarefas profissionais e os lazeres lhe atropelem e eliminem o espaço para a meditação.

Farei um esforço consciente para retificar essa situação nas próximas semanas. Uma dificuldade adicional é o estado “selvagem” que a minha mente se encontra – depois de semanas sem prática regular, ela se revolta à ideia de ficar parado “sem fazer nada” por vários minutos. Já estive nesse lugar antes e sei que se trata somente de uma resistência inicial da minha natureza mundana e que, eventualmente, a paz que surge da meditação se torna prevalente e prazerosa.

Dias de meditação: 4
Dias sem meditação: 2
Tempo médio de meditação [total]: 7 minutos
Tempo médio de meditação [apenas dias de prática]: 10 minutos e 30 segundos

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